Investigadores australianos publicaram na revista The American
Journal of Clinical Nutrition um estudo que demonstra que a
suplementação com ácido fólico (400 μg/dia) e vitamina B12 (100 μg/ dia)
promove a melhoria do funcionamento cognitivo após 24 meses,
particularmente no desempenho da memória imediata e tardia em idosos com
sintomas depressivos.
Trata-se de um estudo, em que os investigadores realizaram um ensaio
clínico randomizado com 900 idosos, com idades compreendidas entre os 60
e os 74 anos, com sintomas depressivos, em que o objetivo foi
determinar se a suplementação seria capaz de impedir o declínio
cognitivo em idosos.
A suplementação foi realizada por via oral em
duas tomas diárias (200 μg de ácido fólico + 50 μg de vitamina B12). As
modificações do funcionamento cognitivo foram avaliadas através de
testes validados para este fim, após 12 e 24 meses de suplementação.
“Os resultados sugerem que a combinação de ácido fólico e vitamina
B12 pode ser uma estratégia viável para promover a redução do risco de
declínio cognitivo em idosos. Trata-se também de uma intervenção que não
implica grandes custos, devendo ser considerada em termos de saúde
pública”, destacam os autores.
“A perspetiva do uso desta
suplementação parece ser promissora, sendo necessários mais estudos para
determinar se os benefícios encontrados neste estudo podem ser
replicados em outras populações de idosos com maior risco de desenvolver
disfunção cognitiva” concluem.
Referências:
Walker JG, Batterham PJ, Mackinnon AJ, Jorm AF,
Hickie I, Fenech M, et al. Oral folic acid and vitamin B-12
supplementation to prevent cognitive decline in community-dwelling older
adults with depressive symptoms--the Beyond Ageing Project: a
randomized controlled trial. Am J Clin Nutr. 2012;95(1):194-203.
25/05/2012
24/05/2012
Sumo de Uva e Arterioesclerose
O consumo diário de uvas e maçãs - assim como o sumo que se obtém delas - previne a arterioesclerose. É o resultado de um estudo dirigido pelo médico Kelly Decorde na Universidade de Montpeelier (França) publicado no Molecular Nutrition and Food Research através do estudo de um grupo de hamsteres que consumiam gordura abundantemente.
Tal protecção é maior quando se consome sumo de uva, em seguida, as uvas inteiras, depois o sumo de maçã e por último as maçãs. A quantidade equivalente para uma pessoa, seria 4 copos de sumo, 3 cachos de uvas ou 3 maçãs.
Essa propriedade deve-se aos antioxidantes das frutas, especialmente aos fenóis (constatou-se que o sumo de uva teria 2,5x mais fenóis do que a maçã.
Em qualquer dos casos, todos os animais que ingeriram fruta ou sumo, mostraram uma menor acumulação de gordura na aorta, níveis inferiores de colesterol e menor stress oxidativo que os hamsters que apenas ingeriram água e seguiram a mesma dieta rica em gorduras.
(Fonte: Discovery D´salude, nº107)
Tal protecção é maior quando se consome sumo de uva, em seguida, as uvas inteiras, depois o sumo de maçã e por último as maçãs. A quantidade equivalente para uma pessoa, seria 4 copos de sumo, 3 cachos de uvas ou 3 maçãs.
Essa propriedade deve-se aos antioxidantes das frutas, especialmente aos fenóis (constatou-se que o sumo de uva teria 2,5x mais fenóis do que a maçã.
Em qualquer dos casos, todos os animais que ingeriram fruta ou sumo, mostraram uma menor acumulação de gordura na aorta, níveis inferiores de colesterol e menor stress oxidativo que os hamsters que apenas ingeriram água e seguiram a mesma dieta rica em gorduras.
(Fonte: Discovery D´salude, nº107)
20/05/2012
Magnésio na prevenção do AVC
O Estudo discute a correlação entre o aumento da ingestão de magnésio e a redução do AVC
(Estudos relevantes de PubMed e EMBASE (Jan 1966-setembro
2011) e referências nesses artigos).
Principais conclusõesPara cada aumento de 100mg na ingestão de magnésio, o risco de acidente vascular cerebral foi reduzido em 8% (combinado RR: 0,92; 95% CI: 0,88, 0,97).
Estas conclusões referem-se ao AVC isquémico (RR: 0,91, IC 95%: 0,87, 0,96), mas não ao hemorrágico intra-cerebral (RR: 0,96; 95% CI: 0,84, 1,10) ou ao sub-aracnóideo (RR: 1,01; 95% CI: 0,90, 1,14 acidente vascular cerebral).
Implicações práticasOs autores defendem que a redução do risco de AVC deve-se ao efeito do magnésio sobre os vários factores de risco inerentes ao AVC, onde já foi comprovada a sua eficácia, entre eles:
Hipertensão (1, 2)
A síndrome metabólica (3)
Diabetes tipo-2 (2, 4)
Os ensaios clínicos randomizados mostraram que a suplementação de magnésio reduz modestamente a pressão arterial diastólica (5), o peptídeo-C (O peptídeo-C é uma molécula produzida e secretada em conjunto com a insulina pelas células beta do pâncreas) e a concentração de insulina.(6)
Estudos realizados em animais mostraram que a ingestão elevada de magnésio tem efeitos favoráveis sobre a glicémia e nas concentrações sanguíneas de lípidos, (7) e que a deficiência de magnésio aumenta a susceptibilidade de peroxidação das lipoproteínas.(8)
Os níveis de magnésio na dieta têm diminuiu gradualmente nos Estados Unidos, onde no ano de 1900 a sua ingestão era de cerca de 500mg/dia e actualmente é cerca de 175-225mg/dia.(9) A National Academy of Sciences determinou que a maioria dos homens americanos obtêm cerca de 80% da dose diária recomendada (DDR) e as mulheres, uma média de 70%.(10)
Existem mais de 325 enzimas dependentes do magnésio no corpo humano que permitem que o magnésio funcione como um co-factor numa ampla gama de reacções metabólicas.(9)
Dada a prevalência de deficiência de magnésio, não se deve assumir que o seu consumo diário é suficiente, logo, devem ser tomadas medidas dietéticas para assegurar a sua correcta ingestão, através de alimentos como os vegetais de folhas verdes, cereais integrais, nozes e sementes.
Referências
Larsson SC, Orsini N, Wolk A. ingestão de magnésio da dieta eo risco de AVC: uma meta-análise de estudos prospectivos. Am J Clin Nutr. 2012; 95 (2) :362-366.
1. Ma J, Folsom AR, Melnick SL, et al. Associations of serum and dietary magnesium with cardiovascular disease, hypertension, diabetes, insulin, and carotid arterial wall thickness: the ARIC study. Atherosclerosis Risk in Communities Study. J Clin Epidemiol. 1995;48:927-940.
2. Ohira T, Peacock JM, Iso H, Chambless LE, Rosamond WD, Folsom AR. Serum and dietary magnesium and risk of ischemic stroke: the Atherosclerosis Risk in Communities Study. Am J Epidemiol. 2009;169:1437-1444.
3. Song Y, Manson JE, Cook NR, Albert CM, Buring JE, Liu S. Dietary magnesium intake and risk of cardiovascular disease among women. Am J Cardiol. 2005;96:1135-1141.
4. Larsson SC, Wolk A. Magnesium intake and risk of type 2 diabetes: a meta-analysis. J Intern Med. 2007;262:208-214.
5. Dickinson HO, Nicolson DJ, Campbell F, et al. Magnesium supplementation for the management of essential hypertension in adults. Cochrane Database Syst Rev. 2006;3: CD004640.
6. Chacko SA, Sul J, Song Y, et al. Magnesium supplementation, metabolic and inflammatory markers, and global genomic and proteomic profiling: a randomized, doubleblind, controlled, crossover trial in overweight individuals. Am J Clin Nutr. 2011;93:463-473.
7. Soltani N, Keshavarz M, Dehpour AR. Effect of oral magnesium sulfate administration on blood pressure and lipid profile in streptozocin diabetic rat. Eur J Pharmacol. 2007;560:201-205.
8. Rayssiguier Y, Gueux E, Bussière L, Durlach J, Mazur A. Dietary magnesium affects susceptibility of lipoproteins and tissues to peroxidation in rats. J Am Coll Nutr. 1993;12:133-137.
9. Altura BM. Introduction: importance of Mg in physiology and medicine and the need for ion selective electrodes. Scand J Clin Lab Invest. 1994;54(217[Suppl]):5-9.
10. Institute of Medicine, Dietary Reference Intake for Calcium, Phosphorus, Magnesium, Vitamin D, and Fluoride, National Academy Press, Washington DC, 1997.
06/05/2012
FOLHAS DE FRAMBOESA E GRAVIDEZ
A Framboesa é nativa de várias partes da Europa e do Norte da América.
As folhas de Framboesa têm sido usadas como planta medicinal centenária. Acredita-se que tenham vários princípios activos incluindo propriedades benéficas para a gravidez, parto e amamentação.
Acredita-se que as folhas de Framboesa, ingeridas regularmente durante a gravidez e o trabalho de parto podem:
- Atenuar os sintomas dos enjoos matinais;
- Atenua e previne o sangramento das gengivas que ocorre em muitas grávidas;
- Relaxa os músculos uterinos quando contraem (Burn & Withell, 1941);
- Auxilia no nascimento do bebé e na explosão da placenta;
- Acalma as cãibras uterinas;
- É uma fonte rica de Ferro, Cálcio, Magnésio e Manganês. O Magnésio é especialmente útil no alongamento dos músculos uterinos. As folhas de Framboesa também contêm vitamina B1, B3 e E que são de grande valor na gravidez.
As folhas de Framboesa também são usadas para:
- Aumentar a fertilidade;
- Promover o aumento de leite materno
- Ajuda a diminuir o sangramento excessivo após o parto;
- Tratar a diarreia;
- Regular o ciclo menstrual e diminuir os períodos com menstruação mais abundante
- Alivia a garganta inflamada
- Reduz a febre
O uso desta planta para fins medicinais data do 6º século e os seus benefícios no nascimento têm sido registados como prova na maternidade na maioria dos livros de Fitoterapia.
Têm sido feitas pesquisas sobre o efeito do consumo das folhas de Framboesa em animais e em mulheres na primeira semana pós-parto (Burn&Withell, 1941; Whitehouse, 1941).
Descobriu-se que as folhas de framboesa causam um efeito relaxante no útero. Acredita-se que esse efeito relaxante faz com que as contracções uterinas do parto se tornem mais coordenadas e mais eficientes, encurtando o trabalho de parto.
Também se assume que as mulheres que ingerem folhas de Framboesa durante o parto terão uma melhor 2ª e 3ª fase de parto. Como consequência, acredita-se que reduz o risco de sangramento pós-parto.
Três parteiras do Hospital Westmead em Sydney pesquisaram várias literaturas em busca de estudos acerca do uso das folhas de Framboesa e os seus efeitos no parto, mas não encontraram, assim, decidiram fazer os seus próprios estudos.
O 1º estudo que levaram a cabo foi um estudo observatório em mulheres que já ingeriam folhas de Framboesa na gravidez. Compararam-nas com mulheres que não ingeriam a planta. Eram 108 mulheres a participar no estudo (57 a tomar as folhas de Framboesa e 51 sem a sua ingestão).
Algumas mulheres começaram a ingerir folhas de Framboesa por volta das 8 semanas, e outras às 39 semanas. A maioria, começou entre as 28 e as 34 semanas de gestação.
As conclusões do estudo observatório sugeriu que as folhas de Framboesa podem ser consumidas por mulheres durante a gravidez com o propósito de diminuir o trabalho de parto sem efeitos secundários identificáveis tanto para a mãe como para o bebé. Um achado inesperado neste estudo foi o facto das mulheres no grupo das Folhas de Framboesa terem tido menos probabilidade de requerer uma ruptura das membranas de forma artificial, recorrerem a cesariana, a forcipes ou a ventosas do que as mulheres do grupo controlo.
Duas das Três parteiras originais (Myra Parsons e Michele Simpson) decidiram que o próximo passo seria fazer um estudo aleatório controlado, usando uma amostra maior, para reforçar os achados do estudo anterior.
Este 2º Estudo foi concluído no inicio do ano 2000. Parsons (2000) relatou que este 2º estudo demonstrou a segurança das cápsulas de folhas de framboesa (2.4gm/dia) ingerido a partir das 32 semanas de gestação até ao inicio do trabalho de parto. Não ocorreram efeitos adversos identificáveis tanto para a mãe como para o bebé.
A análise dos resultados sugeriu que as cápsulas de folhas de Framboesa encurtaram a 2ª fase do parto por uma média de 10 minutos mas que não houve diferença significativa no tempo de duração da 1ª fase de parto.
As cápsulas das folhas de Framboesa reduziram a incidência da ruptura artificial das membranas, dos forcipes e das ventosas no nascimento. Apesar da incidência reduzida destas intervenções não terem sido estatisticamente significativas, as investigadoras afirmam que os resultados obtidos foram “Clinicamente significativos”.
ADMINISTRAÇÃO (Elaborado por Parsons (1999):
- Saquetas de Chá:
1º Trimestre: 1 chávena por dia;
2º Trimestre: 2 chávenas por dia;
3º Trimestre: 4 a 5 chávenas por dia.
- Folhas de Framboesa: 1 Chávena de água a ferver. Remover do lume e adicionar 1 colher de chá da planta. Tapar e deixar repousar durante 10 minutos.
2 a 3 chávenas por dia;
NOTA: As folhas de Framboesa geralmente são recomendadas por Naturopatas ou parteiras obstetras. Consulte um profissional antes da sua utilização.
Muitos profissionais recomendam a sua ingestão a partir das 32 semanas de gestação e continuar durante o nascimento e amamentação.
Referências
As folhas de Framboesa têm sido usadas como planta medicinal centenária. Acredita-se que tenham vários princípios activos incluindo propriedades benéficas para a gravidez, parto e amamentação.
Acredita-se que as folhas de Framboesa, ingeridas regularmente durante a gravidez e o trabalho de parto podem:
- Atenuar os sintomas dos enjoos matinais;
- Atenua e previne o sangramento das gengivas que ocorre em muitas grávidas;
- Relaxa os músculos uterinos quando contraem (Burn & Withell, 1941);
- Auxilia no nascimento do bebé e na explosão da placenta;
- Acalma as cãibras uterinas;
- É uma fonte rica de Ferro, Cálcio, Magnésio e Manganês. O Magnésio é especialmente útil no alongamento dos músculos uterinos. As folhas de Framboesa também contêm vitamina B1, B3 e E que são de grande valor na gravidez.
As folhas de Framboesa também são usadas para:
- Aumentar a fertilidade;
- Promover o aumento de leite materno
- Ajuda a diminuir o sangramento excessivo após o parto;
- Tratar a diarreia;
- Regular o ciclo menstrual e diminuir os períodos com menstruação mais abundante
- Alivia a garganta inflamada
- Reduz a febre
O uso desta planta para fins medicinais data do 6º século e os seus benefícios no nascimento têm sido registados como prova na maternidade na maioria dos livros de Fitoterapia.
Têm sido feitas pesquisas sobre o efeito do consumo das folhas de Framboesa em animais e em mulheres na primeira semana pós-parto (Burn&Withell, 1941; Whitehouse, 1941).
Descobriu-se que as folhas de framboesa causam um efeito relaxante no útero. Acredita-se que esse efeito relaxante faz com que as contracções uterinas do parto se tornem mais coordenadas e mais eficientes, encurtando o trabalho de parto.
Também se assume que as mulheres que ingerem folhas de Framboesa durante o parto terão uma melhor 2ª e 3ª fase de parto. Como consequência, acredita-se que reduz o risco de sangramento pós-parto.
Três parteiras do Hospital Westmead em Sydney pesquisaram várias literaturas em busca de estudos acerca do uso das folhas de Framboesa e os seus efeitos no parto, mas não encontraram, assim, decidiram fazer os seus próprios estudos.
O 1º estudo que levaram a cabo foi um estudo observatório em mulheres que já ingeriam folhas de Framboesa na gravidez. Compararam-nas com mulheres que não ingeriam a planta. Eram 108 mulheres a participar no estudo (57 a tomar as folhas de Framboesa e 51 sem a sua ingestão).
Algumas mulheres começaram a ingerir folhas de Framboesa por volta das 8 semanas, e outras às 39 semanas. A maioria, começou entre as 28 e as 34 semanas de gestação.
As conclusões do estudo observatório sugeriu que as folhas de Framboesa podem ser consumidas por mulheres durante a gravidez com o propósito de diminuir o trabalho de parto sem efeitos secundários identificáveis tanto para a mãe como para o bebé. Um achado inesperado neste estudo foi o facto das mulheres no grupo das Folhas de Framboesa terem tido menos probabilidade de requerer uma ruptura das membranas de forma artificial, recorrerem a cesariana, a forcipes ou a ventosas do que as mulheres do grupo controlo.
Duas das Três parteiras originais (Myra Parsons e Michele Simpson) decidiram que o próximo passo seria fazer um estudo aleatório controlado, usando uma amostra maior, para reforçar os achados do estudo anterior.
Este 2º Estudo foi concluído no inicio do ano 2000. Parsons (2000) relatou que este 2º estudo demonstrou a segurança das cápsulas de folhas de framboesa (2.4gm/dia) ingerido a partir das 32 semanas de gestação até ao inicio do trabalho de parto. Não ocorreram efeitos adversos identificáveis tanto para a mãe como para o bebé.
A análise dos resultados sugeriu que as cápsulas de folhas de Framboesa encurtaram a 2ª fase do parto por uma média de 10 minutos mas que não houve diferença significativa no tempo de duração da 1ª fase de parto.
As cápsulas das folhas de Framboesa reduziram a incidência da ruptura artificial das membranas, dos forcipes e das ventosas no nascimento. Apesar da incidência reduzida destas intervenções não terem sido estatisticamente significativas, as investigadoras afirmam que os resultados obtidos foram “Clinicamente significativos”.
ADMINISTRAÇÃO (Elaborado por Parsons (1999):
- Saquetas de Chá:
1º Trimestre: 1 chávena por dia;
2º Trimestre: 2 chávenas por dia;
3º Trimestre: 4 a 5 chávenas por dia.
- Folhas de Framboesa: 1 Chávena de água a ferver. Remover do lume e adicionar 1 colher de chá da planta. Tapar e deixar repousar durante 10 minutos.
2 a 3 chávenas por dia;
NOTA: As folhas de Framboesa geralmente são recomendadas por Naturopatas ou parteiras obstetras. Consulte um profissional antes da sua utilização.
Muitos profissionais recomendam a sua ingestão a partir das 32 semanas de gestação e continuar durante o nascimento e amamentação.
Referências
- Burn J. H. & Withell E. R. (1941). A principle in raspberry leaves which relaxes uterine muscle. The Lancet, July 5, pp. 1-3.
- Thomas. C. L. (ed.). (1985). Taber’s cyclopedic medical dictionary 16th ed. F. A. Davis: Philadelphia.
- www.botanical.com/botanical/mgmh/r/raspbe05.html
- http://www.theholisticchannel.com/Herb/Red_Raspberry.htm (website no longer available).
- Parsons, M. (1999). Raspberry leaf. Pregnancy, Birth and Beyond Newsletter, 1(2), pp. 1-2.
- Parsons, M. (2000). [Raspberry leaf]. Emailed report
- Queensland Health. (1997). A health start in life: Nutrition for mother and child. Author: Coorparoo.
- Whitehouse B. (1941). Fragrance: an inhibitor of uterine action. British Medical Journal, Sept 13, pp. 370-371.
- Wilson, M. (1993). Herbal tea consumption during pregnancy. Author: Wollongong.
FRAMBOESEIRO
Rubus
idaeus L. (Rosaceae)
“Dioscórides,
há quase dois mil anos, já recomendava,
na
sua matéria médica, as framboesas contra as fraquezas do estômago”
O
Rubus idaeus, pertence à família das Rosáceas.
É
um arbusto originário da Europa, América do Norte e Ásia temperada, e
espontâneo na Europa Oriental, em florestas de planícies ou de montanha.
As
partes utilizadas são as folhas e os frutos.
Principios Activos:
-
Taninos
hidrolizáveis cerca de 10% (galhotaninos e elagitaninos);
-
Ácidos
orgânicos;
-
Flavonóides;
-
Vitamina
C (Cerca de 0,8%)
-
Sais
minerais.
Farmacologia e Actividade Biológica:
-
Acção
adstringente e cicatrizante, devido aos taninos, e anti-inflamatória pela
presença de flavonóides.
Usos Etnomédicos e Principais Indicações:
-
Diarreias
e inflamações das mucosas orofaringes, do tracto respiratório e das vias
urinárias.
-
Como
depurativo.
-
Externamente
nas inflamações da boca e da faringe nas conjuntivites, e em afecções cutâneas
crónicas, como feridas e úlceras. Os frutos são usados na alimentação com
elevadas propriedades antioxidantes, ricos em flavonóides, vitamina P e C.
-
É principalmente
indicado em inflamações cutâneo-mucosas e perturbações do tracto
gastrointestinal.
Contra-Indicações:
Úlceras pépticas, devido aos taninos (a sua
administração deve ser feita com plantas mucilaginosas como a alteia).
Utilização Geral:
As folhas de framboesa utilizam-se como
adstringente e estimulante. Encontram-se elevadas concentrações de tanino na
planta, que são a causa dos seus efeitos adstringentes.
Contêm também flavonóides, pectina, ácido
cítrico, um açucar cristalizável e água. As framboesas são ricas em minerais,
especialmente o ferro, o magnésio e o cálcio.
É geralmente reconhecida como uma “planta feminina”.
Com as folhas pode-se fazer uma infusão,
que se utiliza durante a gravidez e para aumentar a produção de leite depois do
nascimento. Algumas mulheres tomam infusões feitas com folhas de framboesa para
regular os ciclos menstruais e diminuir o fluxo menstrual. Também se usam em
perturbações do sistema cardiovascular e úlceras da boca e da garganta. Diz-se
que a fruta é anticancerigena.
Gravidez:
As
folhas de framboesa foram usadas durante séculos pelas mulheres durante a
gravidez. Na década de 1940 confirmou-se cientificamente que as folhas de
framboesa tinham um composto bioquimico que era um relaxante muscular.
Utilizam-se durante a gravidez por diferentes motivos, entre eles as nauseas
matinais, a prevenção do aborto, o fortaleciemnto do útero, a regulação das
contracções e o relaxamento do útero durante o parto.
Perturbações Gastrointestinais:
A
framboesa é adstringente, pelo que é um antidiarreico suave. Também se utiliza
para reduzir as nauseas e os vómitos, geralmente as naúseas matinais.
Úlceras da boca e da Garganta:
A
infusão de framboesa é útil para cuidar das úlceras da boca e da garganta
quando se utiliza em forma de bochechos ou gargarejos. Também se pode usar nas
gengivas que sangram e noutras inflamações bucais. Alguns fitoterapeutas
recomendam para as constipações, para o sarampo e para a tosse.
Prevenção do cancro:
Segundo
informação recente, o fruto da framboesa pode ajudar a prevenir o cancro. Ao
que parece, as framboesas podem prevenir o cancro ao inibirem a divisão anormal
das células e evitarem a morte de células normais sãs.
Diabetes:
Alguns
estudos demosntraram que as framboesas podem ajudar a reduzir os níveis de
glicose e, portanto, podem ser muito uteis nas pessoas com diabetes.
Toxicidade:
As
folhas murchas de framboesa produzem um tóxico leve que pode fazer com que as
pessoas adoeçam. Quando se recolhem as folhas para a infusão, tem de se estar
seguro de que a planta está a florescer.
As
folhas utilizadas para fazer a infusão devem estar completamente secas. Outra
precausão importante é assegurar-se de que as framboesas não estão contaminadas
com um parasita gastrointestinal denominado Ciclospora.
Este
parasita causa uma doença que já produziu alguns surtos bastante preocupantes.
Efeitos Secundários:
Apesar
de ser usada como antidiarreica, o seu uso excessivo pode causar por sua vez
diarreia.
Algumas
pessoas podem, apresentar reacções alérgicas às framboesas e a outras bagas.
Finalmente, a infusão pode ser às vezes demasiado tonificante nas 1as estapas
da gravidez, mas deve deixar de ser tomada se aumentarem as contracções.
21/04/2012
Anti-histamínicos
Os anti-histamínicos são medicamentos muito usados como profiláticos
em casos de alergias, como a rinite, a conjuntivite alérgica, a
urticária, as dermatites, entre outras.
Estes, podem, desencadear cefaleias, arritmias, secura das mucosas, sonolência, podendo reduzir a capacidade de alerta dos condutores.
Existem dois tipos de anti-histamínicos, os de primeira geração (sedativos, como a clemastina) e os de segunda geração (não sedativos, como a cetirizina), sendo os de segunda geração mais usados, por não causarem um efeito de sonolência tão exacerbado.
Devido aos seus efeitos secundários, existem actualmente alternativas equivalentes ao nível da suplementação, que constituem as grandes armas dos Naturopatas no combate às alergias.
De modo geral, os Naturopatas recomendam (entre outras terapêuticas) a Quercetina como anti-histamínico natural, devido à sua rápida acção.
A Quercetina, é um flavonóide extraído da fruta e dos vegetais, existindo em grande concentração nos frutos vermelhos e na parte branca dos citrinos (mesocarpo) .
Em muitos estudos, este suplemento alimentar demonstrou ser tão eficaz quanto os fármacos anti-histamínicos, sem os seus efeitos adversos, entre os quais a sonolência.
O plano terapêutico deve sempre advir de um profissional Naturopata credenciado para o efeito, não se recomendando a sua auto-ingestão.
Estes, podem, desencadear cefaleias, arritmias, secura das mucosas, sonolência, podendo reduzir a capacidade de alerta dos condutores.
Existem dois tipos de anti-histamínicos, os de primeira geração (sedativos, como a clemastina) e os de segunda geração (não sedativos, como a cetirizina), sendo os de segunda geração mais usados, por não causarem um efeito de sonolência tão exacerbado.
Devido aos seus efeitos secundários, existem actualmente alternativas equivalentes ao nível da suplementação, que constituem as grandes armas dos Naturopatas no combate às alergias.
De modo geral, os Naturopatas recomendam (entre outras terapêuticas) a Quercetina como anti-histamínico natural, devido à sua rápida acção.
A Quercetina, é um flavonóide extraído da fruta e dos vegetais, existindo em grande concentração nos frutos vermelhos e na parte branca dos citrinos (mesocarpo) .
Em muitos estudos, este suplemento alimentar demonstrou ser tão eficaz quanto os fármacos anti-histamínicos, sem os seus efeitos adversos, entre os quais a sonolência.
O plano terapêutico deve sempre advir de um profissional Naturopata credenciado para o efeito, não se recomendando a sua auto-ingestão.
18/04/2012
Miomas / Fibróides
Os miomas são neoplasmas uterinos benignos (tumores) de músculos
macios e de tecidos conectivos que, na maioria das vezes, surgem nas
paredes do útero. São estrogénio dependentes e o tipo mais comum de
tumor sólido pélvico em mulheres.
Embora a noticia seja assustadora, os miomas não são cancerígenos e, em geral, são inofensivos e bastante comuns.
Os miomas afectam mais de 50% das mulheres e são o motivo mais comum para a maior parte das cirurgias. Por razões ainda desconhecidas, surgem com muito mais frequência em mulheres de descendência africana ou caribenha do que qualquer outro grupo. A maioria das mulheres com miomas tende a apresentar vários ao mesmo tempo.
Muitas das mulheres com miomas são absolutamente assintomáticas; os tumores costumam ser descobertos durante exames de rotina ou em ecografias.
Em alguns casos, os miomas intra-uterinos desgastam o revestimento do órgão, provocando menstruação abundante e prolongada, sangramento entre menstruações e durante o acto sexual.
A perda constante de sangue pode causar anemia.
Um mioma também pode aumentar ao ponto de distender o abdómen, ao pressionar a bexiga ou os intestinos.
Uma mulher que tenha um mioma grande pode sentir dor nas costas ou na parte inferior do abdómen; se o tumor distorcer a bexiga, pode causar urgência em urinar. Ás vezes, o mioma não causa dor, mas faz com que o abdómen aparente estar inchado. É possível também que exista uma pressão, peso e dor durante a relação sexual, além de uma frequência urinária maior. Por vezes, um mioma pode bloquear as trompas de Falópio provocando infertilidade ou então comprimir a uretra (trato urinário dos rins até à bexiga), prejudicando a função urinária. Em raros casos, também pode ocorrer uma calcificação dos miomas.
Os miomas por norma dependem do estrogénio e tendem a crescer durante a idade reprodutiva e na gravidez, encolhendo com a menopausa, quando os níveis de estrogénio diminuem.
Os miomas muitas vezes aumentam de tamanho durante a pré-menopausa, quando as mulheres não ovulam regularmente, tendo assim, níveis relativamente mais elevados de estrogénio porque na ovulação a produção de progesterona aumenta, sendo o equilíbrio hormonal o factor principal nesta patologia.
Embora o estrogénio seja, sem dúvida, um factor importante no desenvolvimento dos miomas, ainda se desconhece o porquê do tumor aparecer numas mulheres e não noutras. A tendência à formação de miomas pode ser hereditária; a doença também é mais comum em mulheres obesas ou com uma tiróide pouco activa que contribui para o excesso de estrogénio.
É importante optimizar a função hepática em mulheres com miomas. O fígado é responsável pela decomposição do estrogénio (e de outras hormonas) e pela secreção dos metabolitos no intestino grosso para serem eliminados. Se o fígado não metabolizar corretamente, o estrogénio e os seus metabolitos, a hormona é reciclada em todo o organismo.
Embora o fígado seja o elemento principal no metabolismo do estrogénio, a flora intestinal também tem o seu papel no processo. As suas bactérias benéficas evitam a reativação e a reciclagem do estrogénio indesejado, enquanto que as bactérias nocivas secretam uma enzima denominada betaglucuronidase que auxilia no processo de reciclagem do estrogénio através do intestino grosso. Uma alimentação pobre em fibras e rica em gordura aumenta a atividade dessa enzima.
Sinais e Sintomas
Na maioria das mulheres com miomas, a condição é assintomática, principalmente nos estágios iniciais, quando são miomas pequenos. Quando estão presentes, os sintomas são:
- Menstruação abundante e prolongada;
- Sangramentos ou corrimentos incomuns entre menstruações;
- Dor e sangramento durante a relação sexual;
- Anemia;
- Inchaço na parte inferior do abdómen;
- Vontade frequente de urinar;
- Dor nas costas ou no abdómen
- Obstipação
Causas Subjacentes
Níveis relativamente elevados de estrogénio e níveis baixos de progesterona devido a:
- Estrogénios Ambientais;
- Obesidade;
- Tiróide Subactiva;
- Disfunção Ovariana;
- Pré-menopausa;
- Alimentação pobre em fibras e rica em gorduras.
Terapia Alimentar
Alimentos Recomendados:
- Derivados de soja e sementes de linhaça são boas fontes de fitoestrogénios, substâncias que regulam a produção de estrogénio no organismo;
- A Vitamina K estimula a coagulação apropriada do sangue e pode reduzir o fluxo excessivo de menstruação. As hortaliças verdes são muito ricas neste nutriente;
- Ácidos Gordos essenciais: consumir 2 colheres de sopa de sementes de linhaça na rotina diária. As sementes de linhaça equilibram os níveis de estrogénio;
- As frutas e hortaliças como a maçã, cereja, brócolos, couve-flor e couve-de-bruxelas contêm uma substância fitoquímica denominada indol-3-carbinol que estimula o metabolismo do estrogénio no fígado;
- A Beterraba, Cenoura, Alcachofra, folhas de dente de leão, cebola e alho ajudam a estimular a desintoxicação do fígado;
- Consumir água abundantemente.
- Fibra alimentar: Uma dieta rica em fibras atua para diminuir a quantidade de estrogênio no corpo de uma mulher. Os complexos estrogénicos inativos são então passados através da bile para o intestino para a excreção. As mulheres ao consumirem dietas mais ricas em fibra aumentam a excreção fecal, o que corresponde a uma maior excreção de estrogénio.
Alimentos a Evitar:
- Carne Vermelha (Porco, Vaca, Coelho, Pato, Cabrito) e Lacticínios (Leite, Manteiga, Queijos) porque contêm níveis elevados de dioxinas que agem como estrogénios ambientais;
- Evitar alimentos que diminuam o Sistema Imunitário e que aumentem os processos inflamatórios como os alimentos processados, frituras, açúcar refinado, álcool e cafeína.
Tratamentos Convencionais
- Histerectomia: Remoção cirúrgica do útero;
- Miomectomia Abdominal: Remoção de um ou mais fibroides com cirurgia abdominal;
- Miomectomia histeroscópica ou Laparoscópica: Um ou mais fibroides são removidos usando técnicas de laparoscopia ou endoscopia;
- Terapia Hormonal: Tratamento com drogas GnRH (que induzem a um estado de hipoestrogénio) causa o encolhimento dos fibroides;
- Embolização da artéria uterina: A artéria uterina é injectada com esferas de álcool polivinil, com um cateter, o qual bloqueia o fluxo de sangue para os fibroides causando necrose.
- Observação Atenta: Sem tratamento. Monitoração para qualquer progresso dos sintomas;
- Cirurgia por Ultra-som focalizado guiado por MR: Tratamento ambulatorial não invasivo para reduzir o tamanho dos fibroides.
Suplementação (Nota: Os suplementos abaixo indicados representam apenas um exemplo de uma vasta gama de terapêuticas associadas aos fibroides, não deve fazer uso destas sem consultas um Naturopata, N.D)
- Vitex (Agnus castus): Equilibra os níveis de estrogénio/progesterona.
- Indol-3-carbinol: Auxilia o fígado no metabolismo do estrogénio;
- Raíz de Dente-de-Leão Taraxacum officinale): Melhora a desintoxicação do fígado;
- Vitamina E: Auxilia o metabolismo do estrogénio e combate a inflamação;
- Ácidos Gordos Essênciais: Ajudam na redução da inflamação.
- D-glucarato: Auxilia o fígado a decompor o estrogénio;
- Vitamina do Complexo B: Estão envolvidas no metabolismo do estrogénio.
- Framboesa vermelha (Rubus idaeus): Planta adstringente que pode ajudar no caso de inflamação uterina e dor.
= Em caso de sangramento menstrual abundante, a urtiga (planta formadora de sangue) ajuda a evitar a anemia.
Cardo Mariano (Silybum marianum)
Hepatoprotetor e para o tratamento de várias desordens do fígado.
Referências
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View Abstract: Aquino R, et al. Plant Metabolites. Structure and in Vitro Antiviral Activity of Quinovic Acid Glycosides from Uncaria tomentosa and Guettarda platypoda. J Nat Prod. 1989;52(4):679-85.
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Ionescu G, et al. Oral Citrus seed extract. J Orthomolecula Med. 1990;5(3):72-74.
View Abstract: Fitzgerald JF. Colonization of the gastrointestinal tract. Mead Johnson Symp Perinat Dev Med. 1977;(11):35-8.
View Abstract: Wu AH, et al. Meta-analysis: dietary fat intake, serum estrogen levels, and the risk of breast cancer. J Natl Cancer Inst. Mar1999;91(6):529-34.
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Hudson T. Uterine Fibroids: An Integrative Approach. Townsend Letter for Doctors & Patients. May2000;202:153-157.
Embora a noticia seja assustadora, os miomas não são cancerígenos e, em geral, são inofensivos e bastante comuns.
Os miomas afectam mais de 50% das mulheres e são o motivo mais comum para a maior parte das cirurgias. Por razões ainda desconhecidas, surgem com muito mais frequência em mulheres de descendência africana ou caribenha do que qualquer outro grupo. A maioria das mulheres com miomas tende a apresentar vários ao mesmo tempo.
Muitas das mulheres com miomas são absolutamente assintomáticas; os tumores costumam ser descobertos durante exames de rotina ou em ecografias.
Em alguns casos, os miomas intra-uterinos desgastam o revestimento do órgão, provocando menstruação abundante e prolongada, sangramento entre menstruações e durante o acto sexual.
A perda constante de sangue pode causar anemia.
Um mioma também pode aumentar ao ponto de distender o abdómen, ao pressionar a bexiga ou os intestinos.
Uma mulher que tenha um mioma grande pode sentir dor nas costas ou na parte inferior do abdómen; se o tumor distorcer a bexiga, pode causar urgência em urinar. Ás vezes, o mioma não causa dor, mas faz com que o abdómen aparente estar inchado. É possível também que exista uma pressão, peso e dor durante a relação sexual, além de uma frequência urinária maior. Por vezes, um mioma pode bloquear as trompas de Falópio provocando infertilidade ou então comprimir a uretra (trato urinário dos rins até à bexiga), prejudicando a função urinária. Em raros casos, também pode ocorrer uma calcificação dos miomas.
Os miomas por norma dependem do estrogénio e tendem a crescer durante a idade reprodutiva e na gravidez, encolhendo com a menopausa, quando os níveis de estrogénio diminuem.
Os miomas muitas vezes aumentam de tamanho durante a pré-menopausa, quando as mulheres não ovulam regularmente, tendo assim, níveis relativamente mais elevados de estrogénio porque na ovulação a produção de progesterona aumenta, sendo o equilíbrio hormonal o factor principal nesta patologia.
Embora o estrogénio seja, sem dúvida, um factor importante no desenvolvimento dos miomas, ainda se desconhece o porquê do tumor aparecer numas mulheres e não noutras. A tendência à formação de miomas pode ser hereditária; a doença também é mais comum em mulheres obesas ou com uma tiróide pouco activa que contribui para o excesso de estrogénio.
É importante optimizar a função hepática em mulheres com miomas. O fígado é responsável pela decomposição do estrogénio (e de outras hormonas) e pela secreção dos metabolitos no intestino grosso para serem eliminados. Se o fígado não metabolizar corretamente, o estrogénio e os seus metabolitos, a hormona é reciclada em todo o organismo.
Embora o fígado seja o elemento principal no metabolismo do estrogénio, a flora intestinal também tem o seu papel no processo. As suas bactérias benéficas evitam a reativação e a reciclagem do estrogénio indesejado, enquanto que as bactérias nocivas secretam uma enzima denominada betaglucuronidase que auxilia no processo de reciclagem do estrogénio através do intestino grosso. Uma alimentação pobre em fibras e rica em gordura aumenta a atividade dessa enzima.
Sinais e Sintomas
Na maioria das mulheres com miomas, a condição é assintomática, principalmente nos estágios iniciais, quando são miomas pequenos. Quando estão presentes, os sintomas são:
- Menstruação abundante e prolongada;
- Sangramentos ou corrimentos incomuns entre menstruações;
- Dor e sangramento durante a relação sexual;
- Anemia;
- Inchaço na parte inferior do abdómen;
- Vontade frequente de urinar;
- Dor nas costas ou no abdómen
- Obstipação
Causas Subjacentes
Níveis relativamente elevados de estrogénio e níveis baixos de progesterona devido a:
- Estrogénios Ambientais;
- Obesidade;
- Tiróide Subactiva;
- Disfunção Ovariana;
- Pré-menopausa;
- Alimentação pobre em fibras e rica em gorduras.
Terapia Alimentar
Alimentos Recomendados:
- Derivados de soja e sementes de linhaça são boas fontes de fitoestrogénios, substâncias que regulam a produção de estrogénio no organismo;
- A Vitamina K estimula a coagulação apropriada do sangue e pode reduzir o fluxo excessivo de menstruação. As hortaliças verdes são muito ricas neste nutriente;
- Ácidos Gordos essenciais: consumir 2 colheres de sopa de sementes de linhaça na rotina diária. As sementes de linhaça equilibram os níveis de estrogénio;
- As frutas e hortaliças como a maçã, cereja, brócolos, couve-flor e couve-de-bruxelas contêm uma substância fitoquímica denominada indol-3-carbinol que estimula o metabolismo do estrogénio no fígado;
- A Beterraba, Cenoura, Alcachofra, folhas de dente de leão, cebola e alho ajudam a estimular a desintoxicação do fígado;
- Consumir água abundantemente.
- Fibra alimentar: Uma dieta rica em fibras atua para diminuir a quantidade de estrogênio no corpo de uma mulher. Os complexos estrogénicos inativos são então passados através da bile para o intestino para a excreção. As mulheres ao consumirem dietas mais ricas em fibra aumentam a excreção fecal, o que corresponde a uma maior excreção de estrogénio.
Alimentos a Evitar:
- Carne Vermelha (Porco, Vaca, Coelho, Pato, Cabrito) e Lacticínios (Leite, Manteiga, Queijos) porque contêm níveis elevados de dioxinas que agem como estrogénios ambientais;
- Evitar alimentos que diminuam o Sistema Imunitário e que aumentem os processos inflamatórios como os alimentos processados, frituras, açúcar refinado, álcool e cafeína.
Tratamentos Convencionais
- Histerectomia: Remoção cirúrgica do útero;
- Miomectomia Abdominal: Remoção de um ou mais fibroides com cirurgia abdominal;
- Miomectomia histeroscópica ou Laparoscópica: Um ou mais fibroides são removidos usando técnicas de laparoscopia ou endoscopia;
- Terapia Hormonal: Tratamento com drogas GnRH (que induzem a um estado de hipoestrogénio) causa o encolhimento dos fibroides;
- Embolização da artéria uterina: A artéria uterina é injectada com esferas de álcool polivinil, com um cateter, o qual bloqueia o fluxo de sangue para os fibroides causando necrose.
- Observação Atenta: Sem tratamento. Monitoração para qualquer progresso dos sintomas;
- Cirurgia por Ultra-som focalizado guiado por MR: Tratamento ambulatorial não invasivo para reduzir o tamanho dos fibroides.
Suplementação (Nota: Os suplementos abaixo indicados representam apenas um exemplo de uma vasta gama de terapêuticas associadas aos fibroides, não deve fazer uso destas sem consultas um Naturopata, N.D)
- Vitex (Agnus castus): Equilibra os níveis de estrogénio/progesterona.
- Indol-3-carbinol: Auxilia o fígado no metabolismo do estrogénio;
- Raíz de Dente-de-Leão Taraxacum officinale): Melhora a desintoxicação do fígado;
- Vitamina E: Auxilia o metabolismo do estrogénio e combate a inflamação;
- Ácidos Gordos Essênciais: Ajudam na redução da inflamação.
- D-glucarato: Auxilia o fígado a decompor o estrogénio;
- Vitamina do Complexo B: Estão envolvidas no metabolismo do estrogénio.
- Framboesa vermelha (Rubus idaeus): Planta adstringente que pode ajudar no caso de inflamação uterina e dor.
= Em caso de sangramento menstrual abundante, a urtiga (planta formadora de sangue) ajuda a evitar a anemia.
Cardo Mariano (Silybum marianum)
Hepatoprotetor e para o tratamento de várias desordens do fígado.
Referências
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Lee JR. What Your Doctor May Not Tell You About Menopause. New York: Warner Books; 1996;243-244.
Hudson T. Uterine Fibroids: An Integrative Approach. Townsend Letter for Doctors & Patients. May2000;202:153-157.
10/03/2012
Alimentos Anti-inflamatórios
O consumo de alimentos
anti-inflamatórios, deve fazer parte de um hábito diário, assim,
apresentamos uma lista dos mais importantes:
Azeite extra-virgem:
Além de ter propriedades anti-inflamatórias, é essencial para a absorção dos antioxidantes, anti-inflamatórios presentes nas verduras.
Porção: 1 colher de sopa de azeite por dia.
Aveia:
As fibras ajudam a reduzir o açúcar no sangue e, por isso, é um cereal aliado no processo anti-inflamatório.
Porção: 2 colheres de sopa de farelo de aveia.
Brócolos:
Contêm fito-nutrientes que potencializam o sistema imunológico protegendo-nos das agressões diárias.
Porção: 1 prato de sobremesa por dia.
Chá verde:
Tem substâncias antioxidantes (as catequinas), possui acção termogénica (acelera o metabolismo) e oxidativa das gorduras (evita a absorção da gordura). Os estudos ainda mostram que o chá verde diminui o açúcar no sangue.
Porção: 5 chávenas de chá por dia.
Frutas vermelhas:
São ricas em antocianinas, substâncias antioxidantes com poder anti-inflamatório.
Opções: ameixa, amora, morango, açaí, acerola, framboesa, goiaba.
Porção: 2 peças por dia.
Semente de linhaça:
Possuem ómega 3 e são muito ricas em antioxidantes. Há que realçar que a vitamina E contribui para a renovação celular e, por isso, adia o envelhecimento.
Porção: 2 colheres de sopa por dia das sementes trituradas.
Soja:
O grão é rico em isoflavonas – fito-hormonas que inibem a produção de substâncias inflamatórias. Na forma de iogurte, leite ou queijo (tofu), esta leguminosa é uma boa fonte de proteína – importante para a manutenção da massa magra, que faz o corpo queimar mais calorias.
Porção: 2 colheres de sopa do grão por dia (ou 1 copo de iogurte ou bebida de soja).
Azeite extra-virgem:
Além de ter propriedades anti-inflamatórias, é essencial para a absorção dos antioxidantes, anti-inflamatórios presentes nas verduras.
Porção: 1 colher de sopa de azeite por dia.
Aveia:
As fibras ajudam a reduzir o açúcar no sangue e, por isso, é um cereal aliado no processo anti-inflamatório.
Porção: 2 colheres de sopa de farelo de aveia.
Brócolos:
Contêm fito-nutrientes que potencializam o sistema imunológico protegendo-nos das agressões diárias.
Porção: 1 prato de sobremesa por dia.
Chá verde:
Tem substâncias antioxidantes (as catequinas), possui acção termogénica (acelera o metabolismo) e oxidativa das gorduras (evita a absorção da gordura). Os estudos ainda mostram que o chá verde diminui o açúcar no sangue.
Porção: 5 chávenas de chá por dia.
Frutas vermelhas:
São ricas em antocianinas, substâncias antioxidantes com poder anti-inflamatório.
Opções: ameixa, amora, morango, açaí, acerola, framboesa, goiaba.
Porção: 2 peças por dia.
Semente de linhaça:
Possuem ómega 3 e são muito ricas em antioxidantes. Há que realçar que a vitamina E contribui para a renovação celular e, por isso, adia o envelhecimento.
Porção: 2 colheres de sopa por dia das sementes trituradas.
Soja:
O grão é rico em isoflavonas – fito-hormonas que inibem a produção de substâncias inflamatórias. Na forma de iogurte, leite ou queijo (tofu), esta leguminosa é uma boa fonte de proteína – importante para a manutenção da massa magra, que faz o corpo queimar mais calorias.
Porção: 2 colheres de sopa do grão por dia (ou 1 copo de iogurte ou bebida de soja).
04/03/2012
Febre em Crianças
A Febre em crianças é uma das razões mais comuns que
levam os pais a procurar aconselhamento médico. Como uma resposta
adaptativa do sistema imunitário contra agentes infecciosos, a febre é
um processo benéfico e um indicador positivo da saúde do sistema
imunitário.
A maioria dos casos de febre resolvem-se sem complicações e respondem bem a terapias naturopáticas direccionadas a melhorar o conforto da criança ao mesmo tempo que dá apoio ao corpo para que recupere.
A Febre é definida como a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitas como indicadores de febre, temperatura rectal acima de 38º C e Axilar ou oral acima de 37,5º C.
Os Bebés e crianças estão mais susceptíveis a febres devido ao seu pequeno tamanho, pequena quantidade de gordura subcutânea e devido a um sistema imunitário imaturo.
Os prestadores de cuidados de saúde encontram-se geralmente de acordo na medida em que como resposta adaptativa imunitária contra agentes infecciosos, a febre é um processo benéfico e um indicador positivo da saúde da função imunitária.
Apesar da maioria dos casos de febre serem indicadores de pequenas infecções, podem também indicar infecções mais graves, como a pneumonia ou a meningite. Compreensivamente, a possibilidade de doenças mais graves cria ansiedade nos pais. Os pais também se preocupam com os possíveis ataques febris e acreditam que a febre não tratada pode induzir danos cerebrais.
Depois de se ponderar as implicações da febre, a pergunta mantêm-se em relação ao tratamento com antipiréticos, não apenas se se deve ou não iniciar a terapia, mas também em relação ao tipo e à dose que deve ser aplicada.
As técnicas de Hidroterapia têm um longo historial na Naturopatia. Estes tratamentos são seguros e fáceis de implementar nas crianças em casa, porque o maior órgão do corpo, a pele e o seu sistema vascular têm muito controlo na eliminação e conservação do calor.
O tratamento mais comum de hidroterapia em crianças pequenas é com água tépida/morna ou panos frios. Ambos os tratamentos promovem o arrefecimento por condução e a perda de calor por evaporização, os panos frios também estimulam a pele através da fricção.
As plantas medicinais têm obtido bastante sucesso no tratamento de febres em crianças, Estas plantas incluem o Mil-folhas (Achillea millefolium), Ervas dos gatos (Nepeta cataria), Tília (Tilia tomentosa), Sabugueiro (Sambucus nigra), Rainha-dos-prados/Ulmária (Filipendula ulmaria) e Hortelã (Mentha piperita), que podem ser combinadas com estimuladores imunitários como a Equinácea (Echinacea spp.) ou a Andrographis (Andrographis paniculata). Em adição a isto, a Camomila (Matricaria chamomilla) pode ser adicionada em crianças agitadas ou desconfortáveis.
Para tratar órgãos específicos podem ser adicionadas outras plantas como por exemplo, o Buchu (Barosma betulina) para infecções urinárias, Hidrastes (Hydrastis canadensis) para afecções gastrointestinais, ou Hissopo (Hyssopus officinalis) para infecções do trato respiratório.
Estas preparações podem ser administradas como chás ou tinturas, doseadas de forma adequada para a idade e peso. Os Chás podem também ser arrefecidos a uma temperatura confortável e usados como enemas ou combinados com os princípios da hidroterapia e usado como um banho de esponja.
Recuperar de uma infecção é um dos mais importantes processos de regeneração do corpo.
A Febre estimula a produção de leucócitos, interleucinas, interferões, e o factor de necrose tumoral, como parte de uma resposta inflamatória aguda ao agente infeccioso. De acordo com os princípios naturopáticos, deve-se identificar e remover a causa subjacente da doença, assim, procura-se apoiar a função imunológica que dá respostas a esses patógenos.
Incentivar os pais a monitorizar a criança doente para sinais de desidratação, irritabilidade, nível de actividade e alimentação, em vez de simplesmente medicar com base num número.
Referências
1 Nield LS, Kamat D. Fever. In: Kliegman RM, Stanton BF, St. Geme JW, Schor NF, Behrman RF. eds. Nelson Textbook of Pediatrics. 19th ed. Philadelphia, PA: Saunders Elsevier; 2011:e169-1-169-3.
2 Sarrell EM, Wielunsky E, Cohen HA. Antipyretic treatment in young children with fever: acetaminophen, ibuprofen or both alternating in a randomized, double-blind study. Ach Pediatr Adolesc Med. 2006; 160(2): 197-202.
3 Nield LS, Kamat D. Fever. In: Kliegman RM, Stanton BF, St. Geme JW, Schor NF, Behrman RF. eds. Nelson Textbook of Pediatrics. 19th ed. Philadelphia, PA: Saunders Elsevier; 2011:e169-1-169-3.
4 Ibid.
5 Jhaveri R, Byington CL, Klein JO, Shapiro ED. Management of the non-toxic appearing acutely febrile child: A 21st century approach. J Peds. 2011; 159(2): 181-185.
6 Kramer MS, Naimark L, Leduc DG. Parental fever phobia and its correlates. Pediatrics. 1985;75(6):1110–1113.
7 Baraff LJ. Management of infants and young children with fever without source in infants and children. Pediatr Ann. 2008;37(10): 673-679.
8 Nield LS, Kamat D. Fever. In: Kliegman RM, Stanton BF, St. Geme JW, Schor NF, Behrman RF. eds. Nelson Textbook of Pediatrics. 19th ed. Philadelphia, PA: Saunders Elsevier; 2011:e169-1-169-3.
9 Jhaveri R, Byington CL, Klein JO, Shapiro ED. Management of the non-toxic appearing acutely febrile child: A 21st century approach. J Peds. 2011;159(2)181-185.
10 Kramer MS, Naimark L, Leduc DG. Parental fever phobia and its correlates. Pediatrics. 1985;75(6):1110–1113.
11 Nield LS, Kamat D. Fever. In: Kliegman RM, Stanton BF, St. Geme JW, Schor NF, Behrman RF. eds. Nelson Textbook of Pediatrics. 19th ed. Philadelphia, PA: Saunders Elsevier; 2011:e169-1-169-3.
12 Clinical policy for children younger than three years presenting to the emergency department with fever. Ann Emerg Med. 2003;42(4):530-545.
13 Ibid.
14 Torrey SB, Henretig F, Fleisher G, et al. Temperature response to antipyretic therapy in children: relationship to occult bacteremia. Am J Emerg Med. 1985;3(3):190-192.
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16 Baker MD, Fosarelli PD, Carpenter RO. Childhood fever: correlation of diagnosis with temperature response to acetaminophen. Pediatrics. 1987;80(3):315-318.
17 Mazur LJ, Jones TM, Kozinetz CA. Temperature response to acetaminophen and risk of occult bacteremia: a case-control study. J Pediatr. 1989;115(6):888-891.
18 Baker RC, Tiller T, Bausher JC, et al. Severity of disease correlated with fever reduction in febrile infants. Pediatrics. 1989;83(6):1016-1019.
19 Yamamoto LT, Wigder HN, Fligner DJ, et al. Relationship of bacteremia to antipyretic therapy in febrile children. Pediatr Emerg Care. 1987;3(4):223-227.
20 Clinical policy for children younger than three years presenting to the emergency department with fever. Ann Emerg Med. 2003;42(4):530-545
21 Ibid.
22 Jhaveri R, Byington CL, Klein JO, Shapiro ED. Management of the non-toxic appearing acutely febrile child: A 21st century approach. J Peds. 2011;159(2)181-185.
23 Clinical policy for children younger than three years presenting to the emergency department with fever. Ann Emerg Med. 2003;42(4):530-545
24 Baraff LJ. Management of infants and young children with fever without source in infants and children. Pediatr Ann. 2008;37(10): 673-679.
25 Baraff LJ. Editorial: Clinical policy for children younger than three years presenting to the emergency department with fever. Ann Emerg Med. 2003; 42(4):546-549.
26 Nield LS., Kamat D. Fever without a Focus. In: Kliegman RM, Stanton BF, St. Geme JW, Schor NF, Behrman RF. eds. Nelson Textbook of Pediatrics. 19th ed. Philadelphia, PA: Saunders Elsevier; 2011:896-902.
27 Ibid.
28 Jhaveri R, Byington CL, Klein JO, Shapiro ED. Management of the non-toxic appearing acutely febrile child: A 21st century approach. J Peds. 2011;159(2)181-185.
29 Ibid.
30 Baraff LJ. Editorial: Clinical policy for children younger than three years presenting to the emergency department with fever. Ann Emerg Med. 2003; 42(4):546-549.
31 Nield LS, Kamat D. Fever. In: Kliegman RM, Stanton BF, St. Geme JW, Schor NF, Behrman RF. eds. Nelson Textbook of Pediatrics. 19th ed. Philadelphia, PA: Saunders Elsevier; 2011:e169-1-169-3.
32 Hay AD, Redmond NM, Costelloe C, Montgomery AA, Fletcher M, Hollinghurst S, Peters TJ. Paracetamol and ibuprofen for the treatment of fever in children: the PITCH randomised controlled trial. Health Technol Assess. 2009;13(27) iii-iv, ix-x, 1-163.
33 Miller RJ, Bailey J, Sullivan K. Clinical Inquiries: Does lowering a fever > 101 F in children improve clinical outcomes? J Fam Pract. 2010;59(6)353, 360.
34 American Academy of Pediatrics, Steering Committee on Quality Improvement and Management, Subcommittee on Febrile Seizures. Febrile seizures: clinical practice guidelines for the long-term management of the child with simple febrile seizures. Pediatrics. 2008;121(6):1281–1286.
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43 Zand J, Rountree R, Walton R. Fever. In: Smart Medicine for a Healthier Child. 2nd ed. New York, NY: Avery; 2003.
44 Ibid.
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46 Lu HC. Philosophy and methods. In: Chinese Natural Cures: Traditional Methods for Remedy and Prevention. New York, NY: Black Dog and Leventhal Publishers;2005.
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48 Kubo T, Nishimura H. Antipyretic effect of Mao-to, a Japanese herbal medicine, for treatment of type A influenza infection in children. Phytomedicine. 2007;14(2-3):96–101.
49 Nield LS, Kamat D. Fever. In: Kliegman RM, Stanton BF, St. Geme JW, Schor NF, Behrman RF. eds. Nelson Textbook of Pediatrics. 19th ed. Philadelphia, PA: Saunders Elsevier; 2011:e169-1-169-3.
50 Sullivan JE, Farrar HC. Fever and antipyretic use in children. Pediatrics. 2011;127(3):580-587.
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60 Hay AD, Redmond NM, Costelloe C, Montgomery AA, Fletcher M, Hollinghurst S, Peters TJ. Paracetamol and ibuprofen for the treatment of fever in children: the PITCH randomised controlled trial. Health Technol Assess. 2009;13(27) iii-iv, ix-x, 1-163.
61 Sarrell EM, Wielunsky E, Cohen HA. Antipyretic treatment in young children with fever: acetaminophen, ibuprofen or both alternating in a randomized, double-blind study. Ach Pediatr Adolesc Med. 2006;160(2):197-202.
62 Doran TF, De Angelis C, Baumgardner RA, Mellits ED. Acetaminophen: more harm than good for chickenpox? J Pediatr. 1989;114(6):1045-8.
63 Sullivan JE, Farrar HC. Fever and antipyretic use in children. Pediatrics. 2011;127(3):580-587.
Autor: Erin Psota, ND
A maioria dos casos de febre resolvem-se sem complicações e respondem bem a terapias naturopáticas direccionadas a melhorar o conforto da criança ao mesmo tempo que dá apoio ao corpo para que recupere.
A Febre é definida como a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitas como indicadores de febre, temperatura rectal acima de 38º C e Axilar ou oral acima de 37,5º C.
Os Bebés e crianças estão mais susceptíveis a febres devido ao seu pequeno tamanho, pequena quantidade de gordura subcutânea e devido a um sistema imunitário imaturo.
Os prestadores de cuidados de saúde encontram-se geralmente de acordo na medida em que como resposta adaptativa imunitária contra agentes infecciosos, a febre é um processo benéfico e um indicador positivo da saúde da função imunitária.
Apesar da maioria dos casos de febre serem indicadores de pequenas infecções, podem também indicar infecções mais graves, como a pneumonia ou a meningite. Compreensivamente, a possibilidade de doenças mais graves cria ansiedade nos pais. Os pais também se preocupam com os possíveis ataques febris e acreditam que a febre não tratada pode induzir danos cerebrais.
Depois de se ponderar as implicações da febre, a pergunta mantêm-se em relação ao tratamento com antipiréticos, não apenas se se deve ou não iniciar a terapia, mas também em relação ao tipo e à dose que deve ser aplicada.
As técnicas de Hidroterapia têm um longo historial na Naturopatia. Estes tratamentos são seguros e fáceis de implementar nas crianças em casa, porque o maior órgão do corpo, a pele e o seu sistema vascular têm muito controlo na eliminação e conservação do calor.
O tratamento mais comum de hidroterapia em crianças pequenas é com água tépida/morna ou panos frios. Ambos os tratamentos promovem o arrefecimento por condução e a perda de calor por evaporização, os panos frios também estimulam a pele através da fricção.
As plantas medicinais têm obtido bastante sucesso no tratamento de febres em crianças, Estas plantas incluem o Mil-folhas (Achillea millefolium), Ervas dos gatos (Nepeta cataria), Tília (Tilia tomentosa), Sabugueiro (Sambucus nigra), Rainha-dos-prados/Ulmária (Filipendula ulmaria) e Hortelã (Mentha piperita), que podem ser combinadas com estimuladores imunitários como a Equinácea (Echinacea spp.) ou a Andrographis (Andrographis paniculata). Em adição a isto, a Camomila (Matricaria chamomilla) pode ser adicionada em crianças agitadas ou desconfortáveis.
Para tratar órgãos específicos podem ser adicionadas outras plantas como por exemplo, o Buchu (Barosma betulina) para infecções urinárias, Hidrastes (Hydrastis canadensis) para afecções gastrointestinais, ou Hissopo (Hyssopus officinalis) para infecções do trato respiratório.
Estas preparações podem ser administradas como chás ou tinturas, doseadas de forma adequada para a idade e peso. Os Chás podem também ser arrefecidos a uma temperatura confortável e usados como enemas ou combinados com os princípios da hidroterapia e usado como um banho de esponja.
Recuperar de uma infecção é um dos mais importantes processos de regeneração do corpo.
A Febre estimula a produção de leucócitos, interleucinas, interferões, e o factor de necrose tumoral, como parte de uma resposta inflamatória aguda ao agente infeccioso. De acordo com os princípios naturopáticos, deve-se identificar e remover a causa subjacente da doença, assim, procura-se apoiar a função imunológica que dá respostas a esses patógenos.
Incentivar os pais a monitorizar a criança doente para sinais de desidratação, irritabilidade, nível de actividade e alimentação, em vez de simplesmente medicar com base num número.
Referências
1 Nield LS, Kamat D. Fever. In: Kliegman RM, Stanton BF, St. Geme JW, Schor NF, Behrman RF. eds. Nelson Textbook of Pediatrics. 19th ed. Philadelphia, PA: Saunders Elsevier; 2011:e169-1-169-3.
2 Sarrell EM, Wielunsky E, Cohen HA. Antipyretic treatment in young children with fever: acetaminophen, ibuprofen or both alternating in a randomized, double-blind study. Ach Pediatr Adolesc Med. 2006; 160(2): 197-202.
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4 Ibid.
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9 Jhaveri R, Byington CL, Klein JO, Shapiro ED. Management of the non-toxic appearing acutely febrile child: A 21st century approach. J Peds. 2011;159(2)181-185.
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13 Ibid.
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18 Baker RC, Tiller T, Bausher JC, et al. Severity of disease correlated with fever reduction in febrile infants. Pediatrics. 1989;83(6):1016-1019.
19 Yamamoto LT, Wigder HN, Fligner DJ, et al. Relationship of bacteremia to antipyretic therapy in febrile children. Pediatr Emerg Care. 1987;3(4):223-227.
20 Clinical policy for children younger than three years presenting to the emergency department with fever. Ann Emerg Med. 2003;42(4):530-545
21 Ibid.
22 Jhaveri R, Byington CL, Klein JO, Shapiro ED. Management of the non-toxic appearing acutely febrile child: A 21st century approach. J Peds. 2011;159(2)181-185.
23 Clinical policy for children younger than three years presenting to the emergency department with fever. Ann Emerg Med. 2003;42(4):530-545
24 Baraff LJ. Management of infants and young children with fever without source in infants and children. Pediatr Ann. 2008;37(10): 673-679.
25 Baraff LJ. Editorial: Clinical policy for children younger than three years presenting to the emergency department with fever. Ann Emerg Med. 2003; 42(4):546-549.
26 Nield LS., Kamat D. Fever without a Focus. In: Kliegman RM, Stanton BF, St. Geme JW, Schor NF, Behrman RF. eds. Nelson Textbook of Pediatrics. 19th ed. Philadelphia, PA: Saunders Elsevier; 2011:896-902.
27 Ibid.
28 Jhaveri R, Byington CL, Klein JO, Shapiro ED. Management of the non-toxic appearing acutely febrile child: A 21st century approach. J Peds. 2011;159(2)181-185.
29 Ibid.
30 Baraff LJ. Editorial: Clinical policy for children younger than three years presenting to the emergency department with fever. Ann Emerg Med. 2003; 42(4):546-549.
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Autor: Erin Psota, ND
15/02/2012
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Um estudo da
Universidade de Maryland, nos Estados Unidos da América, revelou que na
maioria das consultas tanto os médicos como os pacientes não levam em
conta a interacção existente entre a fitoterapia e os fármacos
convencionais.
O facto de serem chamados de produtos naturais leva a que alguns pacientes pensem que são inócuos, pelo que não contam ao seu médico ou naturopata que os estão a tomar.
No entanto, alguns dos suplementos podem aumentar ou diminuir o efeito de certos fármacos. Por exemplo, o Ginkgo biloba e o Hipericão podem interferir com alguns anticoagulantes e a Equinácia pode aumentar o efeito tóxico das estatinas, utilizadas no controlo da colesterolémia. Daí ser de extrema importância informar o seu naturopata ou médico de família dos medicamentos que ingere sejam estes suplementos ou fármacos convencionais de forma a que se possa apresentar uma solução alternativa mais adequada à saúde do paciente.
O facto de serem chamados de produtos naturais leva a que alguns pacientes pensem que são inócuos, pelo que não contam ao seu médico ou naturopata que os estão a tomar.
No entanto, alguns dos suplementos podem aumentar ou diminuir o efeito de certos fármacos. Por exemplo, o Ginkgo biloba e o Hipericão podem interferir com alguns anticoagulantes e a Equinácia pode aumentar o efeito tóxico das estatinas, utilizadas no controlo da colesterolémia. Daí ser de extrema importância informar o seu naturopata ou médico de família dos medicamentos que ingere sejam estes suplementos ou fármacos convencionais de forma a que se possa apresentar uma solução alternativa mais adequada à saúde do paciente.
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